Reabilitação urbana: Quando faz sentido investir e quando não compensa

A reabilitação urbana pode ser uma excelente forma de criar valor, mas está longe de ser um investimento automático. Nem todos os edifícios antigos justificam intervenção e nem todas as localizações garantem retorno. Avaliar corretamente o risco e o potencial é essencial.

O primeiro ponto é o estado estrutural do imóvel. Edifícios muito degradados podem esconder problemas sérios que só surgem em obra, aumentando custos e prazos. Sem diagnóstico técnico rigoroso, a reabilitação pode rapidamente deixar de compensar.

A localização é outro fator decisivo. Zonas consolidadas, com procura ativa e boa envolvente urbana, tendem a absorver melhor o investimento. Já áreas sem dinâmica ou sem procura real dificilmente compensam o risco, mesmo com custos de aquisição baixos.

O enquadramento do projeto também conta. Reabilitar sem um conceito claro, sem leitura do mercado ou sem alinhamento com a procura atual resulta muitas vezes em imóveis difíceis de vender ou arrendar. O investimento deve ser pensado para o utilizador final, não apenas para “recuperar o edifício”.

Os custos reais são frequentemente subestimados. Infraestruturas, reforços estruturais, exigências técnicas e imprevistos fazem parte da reabilitação. Um orçamento mal preparado transforma rapidamente uma boa ideia num mau negócio.

Quando faz sentido reabilitar? Quando há potencial de valorização real, procura comprovada, controlo técnico e uma estratégia clara desde o início. Quando não compensa? Quando o risco supera a margem, quando o projeto depende de suposições otimistas ou quando a execução é improvisada.

Na Edizur, a reabilitação urbana é avaliada como um investimento, não como uma obra. Só avança quando o equilíbrio entre risco e retorno faz sentido. Porque reabilitar bem não é fazer mais — é saber quando fazer.

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